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Joalherias no Alvo das Quadrilhas: Por que o cofre certo pode ser a diferença entre o prejuízo e a continuidade do negócio

Joalherias no Alvo das Quadrilhas: Por que o cofre certo pode ser a diferença entre o prejuízo e a continuidade do negócio

Relógio de luxo avaliado em R$ 100 mil. Joias cujo conjunto pode ultrapassar R$ 1
milhão. Quatro minutos para esvaziar uma vitrine, sem que nenhum alarme dispare.
Esses não são roteiros de filme. São episódios que têm se repetido em joalherias de
todo o Brasil, dentro e fora de shoppings, em cidades de todos os tamanhos.

O joalheiro que ainda trata a questão da proteção patrimonial como uma despesa
adiável está operando com um risco que o mercado não mais permite ignorar.

Por que as joalherias viraram alvo prioritário.

A explicação é direta: as quadrilhas especializadas em crimes contra o patrimônio
migraram. Com o endurecimento da segurança em bancos e carros-fortes, e com a
digitalização das transações financeiras reduzindo o volume de dinheiro físico
disponível, o crime organizado precisou de um novo destino.

Segundo delegados ouvidos pelo Estadão, a preferência das quadrilhas é conseguir
dinheiro em espécie, mas isso ficou difícil com a segurança dos bancos e
carros-fortes. As joalherias surgem como alternativa justamente pelo alto valor dos
produtos e pela facilidade de revenda.

Investigadores apontam esse movimento como parte de uma migração da
criminalidade: com o avanço das transações eletrônicas e o combate intensificado a
golpes via Pix e sequestros-relâmpago, as joias tornaram-se o novo objeto de
desejo dos criminosos, por seu fácil transporte e alto valor de revenda.

O padrão dos crimes também evoluiu. Um levantamento do Estadão identificou pelo
menos 16 ataques a joalherias em seis estados e no Distrito Federal apenas no
primeiro semestre de 2022.Em São Paulo e no Rio de Janeiro, foram três roubos
em menos de uma semana, dois terminaram em mortes. Os criminosos nunca se
intimidaram com a presença de seguranças ou clientes. A ousadia cresceu junto
com a sofisticação das quadrilhas.

O erro mais comum: confiar no cofre errado.

Muitos joalheiros acreditam que têm proteção adequada. Possuem um cofre,
câmeras, alarme. E ainda assim ficam vulneráveis. O motivo é técnico, mas crítico.

Um cofre é um equipamento que precisa ser escolhido com o mesmo critério com
que se escolhe uma apólice de seguro ou um sistema de câmeras. A diferença entre
um cofre de entrada de linha e um cofre de alta segurança não está apenas no
preço, está no tempo de resistência ao ataque. E é esse tempo que define se o
criminoso desiste ou conclui o assalto.

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