Neste ano, o Produto Interno Bruto do (PIB) do agronegócio teve alta de 3,3% no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2019, puxado principalmente pela alta de preços e por expectativas de maior produção.
Segundo estudo divulgado em junho, pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), houve alta, de janeiro a março de 2020, nos setores primário (5,85%), serviços (3,53%), agroindústria (1,41%) e insumos (0,43%).
Com base nesse aumento a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, por meio do Observatório da Criminalidade, do Instituto CNA, acompanha também o aumento da criminalidade no meio rural. Um dos grandes atrativos seria por estarem em locais com segurança reduzida e ainda afastados de grandes centros.
Observatório apresentou números da criminalidade no campo que assustam: os furtos representaram 49% dos crimes, seguidos por roubos (33%), depredação (12%), assassinatos (3%) e queimas (3%).
“Além da perda do insumo ou da máquina, com o roubo existe também a perda de parte da produção, com o prejuízo no manejo durante o período de safra e não temos então um número exato de quanto a agronegócio brasileiro tem de prejuízo anual com esses crimes, mas sabemos que é muito grande”, diz Carlos Zumerle, Diretor da Agro Zeta Consultoria Empresarial.
Atualmente, segundo especialistas, não existem estatísticas exatas sobre os números de propriedades rurais invadidas para roubos ou furtos de insumos ou máquinas agrícolas no Brasil.
Recentemente a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) chamou a atenção para a seguinte notícia: organizações criminosas encontraram no campo uma fonte de renda bilionária.
De acordo com o diretor do Departamento de Sanidade Vegetal do Ministério da Agricultura, Carlos Goulart, é difícil quantificar o número de casos registrados até hoje. “Mas algo que deixou de ser um incômodo e se tornou um problema foram os furtos e roubos de agrotóxicos, de dois/três anos para cá”, comenta.
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